sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

mais um pra dizer que to com saudades

sinto falta do som da sua voz, você é o único com quem eu queria desabafar. sinto falta de dormir com você, sem maldades, e ouvir sua respiração ali tão pertinho, e isso era meu melhor calmante. queria que tudo tivesse sido diferente.
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domingo, 30 de novembro de 2014

eu

Gosto do jeito que a Martha Medeiros enxerga e faz poesia com pequenos detalhes do dia a dia, ultimamente tenho lido alguns poemas do Pablo Neruda e pretendo comprar livros dele, Mafalda e Peanuts me mostram que mesmo na genuidade podemos ter um olhar crítico sobre o mundo, Pearl Jam e John Mayer me deixam pensativa, Taylor Swift e uma garrafa de vodka podem me entender mais que muitos amigos, tenho 18 anos e acredito no amor mais que tudo, Paramore me deixa nostálgica, livros mudam meu humor, meu maior medo é de não conseguir alcançar meus sonhos e ser uma pessoa frustrada, quero um apartamento em São Paulo que dê pra ver o pôr do sol, quero sair na av. paulista e conhecer pessoas novas, quero ter histórias ao redor do mundo, quero ter alguém pra acordar junto, Like Crazy, Stuck in Love, Her e Begin Again são filmes que eu quero me lembrar daqui a algum tempo, eu sou uma bagunça e queria encontrar alguém disposto a me arrumar.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

(...) continuar apaixonando

Porque parece que eu gosto é disso. De ficar aqui sentindo saudades suas, imaginando o que você ta fazendo aí do outro lado, relembrando tudo o que aconteceu, e idealizando um você novo, só pra eu ter pelo que continuar me apaixonando. Maybe i'm too busy being yours to fall for somebody new.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

stairway to heavem

"e quando acontecerem coisas ruins com vocês, não se perguntem por quê, se perguntem pra que, e percebam que a finalidade é justamente sermos melhores pessoas, e mais felizes (...), porque eu tenho certeza que vocês não são as mesmas pessoas de quando entraram nesse cursinho, porque eu também não sou o mesmo professor. cada tombo e cada alegria que tivemos esse ano nos fez crescer e amadurecer um pouquinho."

Sim Edson, não somos mais os mesmos, somos pessoas melhores que nunca, graças à você! and she's buying the stairway to heaven.
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domingo, 26 de outubro de 2014

But i didn't mean to let you go

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domingo, 19 de outubro de 2014

se você quiser

Se você quiser eu paro o que eu tô fazendo agora e dou um pulo aí na tua casa. Mentira, você tá muito longe, nem se quisesse eu conseguiria chegar a tempo por aí. Mas eu te ligo ou abro o Skype aqui rapidinho pra te ver o mais rápido possível, quando der, assim que você se desocupar, só pra dizer que eu te quero bem pra caramba, de verdade.

Esses dias me bateu um medo gigante de nunca mais ter a chance de dizer como eu te quero bem, porque no dia a dia a gente esquece, a gente só lembra das ofensas, do estresse, do lado ruim que ofende e fere quem a gente ama, mas uma hora a gente lembra, uma hora da manhã ou duas da tarde, mas lembra. E hoje eu me lembrei de você com todas as vogais e consoantes que formam o teu nome, com todos os traços tortos e mal desenhados da tua personalidade, com tudo aquilo que eu nego aqui dentro e que me atrai. Porque nem eu nem Deus saberíamos explicar o que é que me acontece por causa de você, e me desculpa o erro, mas não consigo ser formal contigo.

Bateu uma coisa que eu não sei se é febre ou fome, mas é voraz, tá me devorando por dentro, deve ser amor e saudade, uma espécie de dor de estômago que não se preenche, sabe? Você costumava dizer que sabia, então pensei que pudesse me entender. Ontem eu contei pro meu diário que você foi o cara mais incrível que eu já conheci na minha vida. Fiquei pensando se era verdade ou se era só pra formar poesia, mas é sim. É tão incrível que por dentro de mim tudo sorri, tudo só ri e continua assim por dias e dias quando me embaraço em você. Mas faz tempo que eu ando triste, com uma dor no peito esquerdo e no direito – porque ela se espalha e passa pro corpo todo, ela não se contenta com um pedacinho só. Ela não para, ocupa todo o espaço possível em mim, tudo em mim dói quando não é você. Eu ando desorientada e fico pensando se essa distância toda, se essa falta de tempo e esse afastamento necessário, se ele é tão necessário assim mesmo.
Desculpa, eu ando um pouco nervosa e isso escorre pelas palavras. Você nem imagina como eu falo hoje em dia, eu ando meio confusa, numa mistura estranha que me faz equilibrar as sílabas do teu nome na ponta dos lábios. É saudade.

Na última vez eu te disse que era melhor fugir de mim. Era melhor pra você porque eu me conheço. Eu acabo parecendo uma menina daquelas que sorriem pra tudo, que fazem tudo de bom grado, que não têm chefe que tire do eixo ou trânsito que abale a calma de um coração em paz, eu pareço uma dessas mulheres que se encontraram na vida sem GPS ou Google Maps. Eu ponho uma música do The Police ou dos Beatles e, cacete, como isso faz sentido. Recito a letra e percebo que poderia inserir você no meio de todas as histórias que eu desenho durante a melodia. Eu tenho um medo danado disso porque eu nunca me vi feliz assim, feliz a ponto de ser vulnerável. Pode até não parecer, mas eu sou medrosa, ainda mais com a possibilidade de sofrer. Eu sou sempre a pessoa que cai fora antes da chuva cair, entende? E dessa vez eu fiquei. E você fugiu.

Eu nunca disse isso pra ninguém, mas se você quiser, volta. Eu não tava brincando, eu posso não ser melhor pessoa do mundo pra um monte de gente, mas eu posso ser a melhor pra você. Eu deixo a tal menina confusa e aprendo a crescer. Porque eu já tô cansada de me referir a você como ele, reportando pros outros um discurso distante de alguém que tá, mas não tá aqui. Foge de mim ao contrário e volta, eu te busco no aeroporto, na rodoviária e, se você quiser, a gente ainda pode ser muito feliz.

Olívia Dias
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sábado, 18 de outubro de 2014

queria

queria que parasse de fazer tanto calor, queria que você me ligasse tonto para que eu soubesse que mesmo relutante você ainda pensa em mim, queria ter algumas amizades pertinho de mim, queria que essa fase cheia de pressões acabasse logo, queria nunca ter assistido friends pra começar agora e ser a melhor série do ano, queria ter coragem e dinheiro pra cortar meu cabelo num tamanho médio, queria não criar tantas expectativas em cima de tudo, queria ficar bêbada sem morrer de ressaca no dia seguinte, queria ter a certeza de que todas as minhas decisões e tudo o que eu estou abrindo mão agora vão, de um jeito ou de outro, me fazer muito feliz no futuro.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Continua Girando

Olha, eu não queria falar nada, mas ainda há vida lá fora. E ainda que também haja colo, sempre que precisar, é preciso de si próprio para sacudir a poeira de vez em quando. Ferida de amor dói, ô se dói, algumas marcam pra sempre, algumas nunca passam, algumas doem mais que qualquer outra dor, mas ó: ó a vida passando, entre uma lágrima e outra, entre a indecisão de ficar aqui, seguro, ao lado dos próprios cacos, e ir. Sabe? Ir. Sabe-se lá Deus para aonde.

Superar amor envelhecido, remoído e maltratado é sempre uma tarefa mais nossa do que do mundo. Porque as horas ainda passam, ainda há dias de sol e de chuva (talvez nem tanto em São Paulo, mas há), ainda há nuvens pretas, e frio, e calor, e a primavera chegando. O mundo tá ali, fazendo a parte dele, cumprindo a tabela, esperando só a hora de você levantar e decidir fazer alguma coisa da vida. O despertador toca toda manhã numa pergunta sem fim: e aí, é agora que você vai cansar de ser infeliz?

Na teoria, sempre fácil. Mas é que dor emocional é coisa só nossa. Não tem merthiolate que dê jeito. No máximo, a gente arranja essas pessoas-curativo, que sempre parecem ser a solução de todos os problemas. Nada-como-um-amor-novo-para-superar-o-antigo, costumam dizer. E a gente esquece que band-aid arrancado da pele na pressa faz lembrar a dor do corte. Atrasa o processo de cicatrização. E não sara. Não passa. Cadê a cura?

Se a gente soubesse a fórmula de não se magoar por amor, talvez a gente também já tivesse inventado a vacina. E viveríamos assim: sem caras quebradas, mas também sem grandes paixões. Porque amor, no fim das contas, é processo de entrega. E se entregar é correr sempre o risco de cair no caminho. Quebrar. Chegar atrasado ao destinatário. Pior: correr o risco de ser devolvido ou trocado sem nenhuma consideração. 

Ou então correr o risco de receber, também, algo de bom em troca. Talvez, sei lá, um presente como um coração - pronto pra tudo.

Tudo isso pra te falar que: a maioria de nós, mortais, passa por isso. E tem choro, e tem grito, e desespero, e vontade de nunca-nunca-nunca-nunca-mais. Mas ainda há vida lá fora. Outras histórias. Outros porres. Outros amores. E dezenas de amigos. E gente que sabe, talvez só um pouco, o quanto dói por aí. E se ainda doer também por aqui, não tem problema: a gente sofre junto. Porque, como ouvi uma vez (em um contexto completamente diferente): na desgraça, a gente se abraça. 

E o mundo continua girando. 

Karine Rosa

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

achado no tumblr

uma hora 
a campainha vai tocar
o telefone vai chamar
o jornal vai estar lá com a noticia estampada
eu deixei o recado na geladeira ontem pela manhã
eu vi o seu nome na lista dos aprovados
vai chover no domingo
o trem vai se atrasar
você vai partir e eu vou sumir
o abraço vai virar saudade
é tudo uma questão de tempo
com exceção da morte, baby
não há um “fim”,
apenas uma reta
com infinitos recomeços.
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sábado, 20 de setembro de 2014

Você

Você apareceu no momento errado. Eu estava ocupada demais com minha vida, correndo atrás dos meus sonhos, estudando 15 horas por dia, não saindo nos finais de semana, e estava frustrada ou cansada demais pra continuar naquele ritmo. Então, numa das poucas festas que eu fui, a gente se conheceu, e eu nem sei direito como aconteceu. De repente, as minhas aulas da noite, normalmente chatas, passaram a ser acompanhadas de mensagens suas. Nós conversávamos, e você me fazia enxergar tudo de um jeito simples, e me fazia rir, e me deixava leve. E quando nada disso funcionava e no final eu ainda continuava sendo essa eu tão chata e negativa, você ligava dizendo que estava na porta da minha casa, pra gente sair e eu melhorar (quando funcionava você também vinha, qualquer coisa era motivo pra gente se ver). Você me implicava, porque, segundo seu gosto questionável, eu ficava linda com as bochechas vermelhas de raiva. E eu gostava de sentir raiva de você, porque sabia como essa raiva passava: com você me abraçando e me dando aqueles beijinhos calmos, me fazendo carinho. E a gente ficou nessa fase boa por, o que me pareceu, uma eternidade. Eu perdi o foco, você, veja bem, você me fez querer desistir do meu futuro e dos meus sonhos, me fez pensar em como seria a minha vida se eu continuasse morando com minha família, continuasse no interior, porque eu estaria ao seu lado, e naquele momento aquilo me parecia suficiente. Quanto mais eu me aproximava de você, mais eu sabia que a gente tinha que acabar. E eu fiquei nessa dualidade, de querer ficar, e saber que eu também queria ir. Não sei quando a gente começou a dar errado. Não sei se a gente ta dando errado. Você não sabe o que quer, e de indecisa em qualquer lugar, já basta eu. Você não sabe o que quer, você não me pede pra ficar, e eu também não sei o que quero, e to quase indo embora. Nossos amigos me falam que você bebe e fica falando de mim, eu também bebo e fico falando de você, aliás nem preciso beber, "a gente" é meu assunto favorito. Você é tudo o que eu não podia querer num cara. Mas como não gostar de você? Eu nem sei te descrever, sempre fiquei muito ocupada tirando fotos com minhas próprias retinas, para que quando a gente terminasse, eu não me esquecesse de como nós parecíamos bonitos juntos, tirava essas fotos pra guardar em algum lugar na memória, aquele lugar de todas as melhores coisas que poderiam ter me acontecido, e "fica bem aí que essa luz comprida ficou tão bonita em você daqui" fez muito sentindo pra mim. Mas nós somos crianças lutando contra o que a gente sente e não assume, crianças que não sabem o que querem nem agora, quando mais o que vamos querer amanhã. Eu te escrevo porque sei que você odeia ler, e quando me disse isso eu pensei se valia a pena te levar a sério, mas logo em seguida você me disse que era de humanas e eu pulei do penhasco sem nem saber se você tava la em baixo pra me segurar. Em cada detalhezinho você me ganhava sem nem perceber, como na primeira vez que a gente terminou o que nem existia e depois voltou, mas antes de voltar eu te falei aquele monte de coisa, e você ficou sentado ouvindo porque sabia que tava errado, e roía as unhas e depois ficava falando mais palavrão que eu. Nossos beijos de reconciliação quase compensavam o tempo que a gente ficava afastado, e toda briga eu sabia que ia ter uma volta. Dessa vez eu não sei. Só agora to percebendo o quanto esse texto ficou confuso, mas não tem como seguir uma linha contínua de pensamentos quando se trata de nós dois. Você está em tudo, nas frases dos meus livros de poesia, em todas as minhas músicas favoritas e não tinha esse direito, você some e eu fico sozinha e tudo me lembra você. "Drunken monologues, confused because its not like im falling in love i just want you to do me no good and u look like u could", é isso, você poderia me fazer tão bem, mas você some, e bebe, e faz idiotice e depois volta pra mim, e agora fico só com as lembranças e essa vontade de que você tivesse se entregado por inteiro, mas você não quis, e de metades já vivo sozinha. Quando quiser aparecer, de verdade, a gente vê se eu ainda to aqui.
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