Aceitar
Mais uma vez gostaria de agradecer aos meus amigos que, como sempre, foram meu tudo e me manteram equilibrada de todas as formas possíveis. Aceitar que umas pessoas são especiais quando elas realmente são e te provam sempre isso, não dói nadinha.
Tudo poderia ter sido diferente
P.S. i love you
11/12/13
Achei a data de 11/12/13 bem inusitada, assim como todos os acontecimentos que aconteceram desde meia noite desse dia. Uma madrugada cheia de conversas produtivas no facebook que não poderiam ser só mais umas coversas. Entao, aqui vai alguns trechos, que na minha opinião foram relevantes, e me mudaram, cada um de uma forma.
Uma das pessoas mais especiais da minha vida, sobre mim:
Morena de pele vermelha, inspira desejo, em frações muda o clima, jeitinho abusado, amor ou amizade? União de sentimentos simples e perigosos, traz alívio, mas também tentação. Jeito de mulher, alma de menina, sexy e doce, dificil falar de você sem dizer sobre amizade e sexo, amizade de longa data, que proporciona confiança, onde não existem segredos, disponibilidade de ser quem somos dentro de uma relação amorosa, difícil definir onde chegaremos, mas chegaremos juntos!
Um desconhecido, mas que acredita que os sonhos, a positivdade e o amor sempre prevalecem. E isso nos faz conhecidos de alma. E que quando é perguntando sobre como está o coracao, me responde com isso:
doido pra se apaixonar, mas tem que ser perdidamente... do nada! Por alguém ainda desconhecido. Tenho amor demais e já tá na hora de colocar pra fora pra uma pessoa só. Mas se precisar seguir assim eu sigo, só não quero virar pop demais e esquecer que amo o amor de verdade. Na verdade quero alguém que traga paz plena sabe? E que me satisfaça completamente. Mas é claro que nada é do jeito que sonhamos mas também não se deve parar de sonhar. Sigo sonhando, sigo sorrindo, sou feliz! (...) você é que não sabe o quanto tudo que te disse eu levo a serio, eu sei que sumooo, desapareço, ignoro, mas pode crer que um dia a gente ainda vai pra São Tomé só pra ter mais motivos pra sonhar e tal. E se um dia eu for fazer qualquer coisa e precisar de alguém do tipo maluca, que se parece comigo e que sabe sonhar eu chamarei você.
E quando é pra me dar conselhos, me diz o que eu precisava escutar:
se vooooooceeeeee tiver vendo que ele ta afim também conversa tuuuuudo e no fim fala com ele assim: como a gnt vai ficar depois de hoje? Se ele se enrolar é porque ta inseguro ou não quer nada. Se ele te falar qualquer coisa querendo ficar sério e talz você volta pra casa feliz e prepara pra namorar.
E terminou com uma série de revelações que me surpreenderam e me fizeram acreditar que ainda há esperanca em algumas boas pessoas do mundo e na minha vida e nos meus sonhos. Ou na minha vida dos sonhos. Gostaria de deixar claro que todo esse retrocesso sentimental comecou quando ouvi Cara Esperto, acústica, do forfun. Por mais dias épicos (e olha que esse esta apenas começando) e que nos façam perceber que algumas coisas ainda vem a pena. E por mais pessoas especiais que façam meu dia valer a pena com simples conversas de facebook. Sinto por vocês o amor mais puro.
P.s.: que no decorrer desse dia eu me surpreenda positivamente cada vez mais e mais e que hoje seja um épico dia pra todos nós!
Pra sempre
Achar que uma coisa é pra sempre não é necessariamente esperar que ela seja eterna. Ela simplesmente pode ser tão intensa naquele momento que a única definição que você encontra praquilo é "pra sempre". Um momento onde você e um amigo estão ouvindo música e conversando e se amando, é pra sempre. Um momento onde você está com uma amiga e você não queria estar em nenhum outro lugar do mundo, é pra sempre. Ou quando você está dentro do abraço de uma pessoa que você ama tanto que chega a doer, é pra sempre. Mesmo que esse pra sempre acabe semana que vem, isso foi infinito enquanto durou.
Tristeza
Quando a tristeza é tão grande que a morte passa a ser uma ideia considerável. Ou no mínimo aceitável, ja que lá é um lugar neutro. Não existiria mais dor ou decepções ou expectativas em cima de pessoas e situações que simplesmente não se importam.
Os laços invisíveis que havia
Se eu me concentrar bem, ainda escuto os sons das risadas naquela foto de turma da quinta série, do lado de fora do colégio. Mas é preciso prestar bastante atenção, ou a lembrança escapa pela porta e não volta mais. Fica no canto esquerdo da foto, bem do lado de cima, perto do sol. É ali que mora o play da memória, que me leva de volta a um tempo de problemas fáceis, risadas compridas e brincadeiras de crianças fingindo que eram adolescentes. Dá para me transportar de novo pra lá se eu ficar assim, bem quietinha. Eu juro.
Fechando os olhos, eu ainda sinto os abraços dos amigos que ficaram pelo caminho. Não sei muito sobre a maioria deles. Alguns casaram. Outros tiveram filhos. Outros foram morar em países distantes. Outros apenas sumiram. Não rolou nenhuma briga, nenhum desentendimento, nenhuma raiva ou rancor. Apenas seguimos caminhos diferentes, viramos em ruas sem retorno, deixamos que o tempo guardasse o que era só passado e fomos viver o futuro. A vida não se resume apenas ao tempo de escola. Aliás, a vida não se resume.
Mas talvez uma parte da vida vá ficando ali, na minha caixa de recordações, revirada em um domingo qualquer, quando a saudade bate. E um sorriso tímido aparece no meu rosto, enquanto todas as memórias passam na minha cabeça. Os segredos, as brigas bobas, as gargalhadas, as piadas, as festas. Os anos que dividimos juntos, lado a lado, e que parecem tão longe e tão “logo ali” ao mesmo tempo.
É domingo. 2013. Acabei de fazer 22 anos. A vida mudou muitas vezes neste tempo todo. Mas, numa tarde de novembro, eu reviro as lembranças e vejo que todo mundo que passou tem sua importância. Até quem não ficou, até quem bateu a porta, até quem machucou. Um dia, parece mentira, mas a gente lembra só das coisas boas. E é como Leo Jaime e Leoni cantaram: “o que vai ficar nas fotografias são os laços invisíveis que havia. As cores, figuras, motivos. O sol passando sobre os amigos. Histórias, bebidas, sorrisos. E afeto em frente ao mar”. Acho que é isso o que importa. Não é?
Karine Rosa
Viver
Tecnicamente é um quadrado macio e confortável e coberto por um lençol macio e aconchegante com o cheiro de segurança por estar com alguém especial. E você e a pessoa se encontram e se perdem ali, em um mesmo momento. E conversam e se entendem e brigam e se viram do avesso para o outro. E um se arrepende e se vira, na famosa conchinha. E o outro se rende e recomeça a troca de carinhos e chamegos e amor e tesão. Sentir isso tudo intensamente e ao mesmo tempo com certeza não é pra qualquer um. É pra quem está disposto a fica nas pontas dos pés à beira de um precipício. É pra quem está disposto a viver umas poucas horas de bons momentos e depois sofrer por algum bom tempo pelas próprias lembranças. Li em algum lugar e dou total razão à frase: "seu maior inimigo é você mesmo." Você pode ter boas amigas ouvintes pra quem você vai desabafar e chorar e reviver mágoas passadas. Você pode ir à terapia toda semana, se permitir à ajuda de um especialista e aceitar essa ajuda na sua vida. Você pode ser a fiel à Deus, ir à missa todo domingo, pagar o dízimo e rezar o terço antes de dormir. Isso. Chegamos ao ponto e a chave de tudo. Você pode fazer isso tudo e ainda mais, porque nada disso vai acabar ou amenizar ou extinguir aquele vazio que você sente exatamente quando deita a cabeça no travesseiro, aí não existe amigo, terapeuta, deus, religião ou boa ação que te faça sentir melhor. É nesse momento que você mesmo se coloca lá naquele famoso pior lugar do mundo. Não adianta você tentar se reafirmar pros outros, mostrar sua felicidade ao mundo ou se sentir bem com outras pessoas se primeiro você não souber quem você é pra você mesmo; se sentir feliz com você mesmo ou caber dentro de si. Eu sei que isso é o clichê dos clichês mas, pasmem: clichê é verdade. E a gente às vezes se esquece de umas verdades que vez ou outra é bom se lembrar. Então, na cama aproveite a companhia, converse, faça carinho e depois morra de saudades (ou de qualquer sentimento) desses momentos. Melhor isso do que no dia tão especial, não ter acontecido exatamente nada de especial.
I'm back bitch
Caçando uns apps pra baixar no meu celular, me deparei com o blogger e resolvi baixar pra poder voltar com esse blog. Não to escrevendo isso pra ninguém ler, escrevo exclusivamente pra desabafar pra mim mesma e no futuro, ler e relembrar todos os sentimentos que me levaram a escrever isso agora. Então, estou de volta. Gostaria de lembrar a mim mesma do futuro que hoje é meu primeiro dia oficial com dezessete anos, to naquela fase com insônia terrível e que passa tbbt mike&molly e gossip girl no sbt a noite. Essa também é aquela fase em que escuto rewind ou tempo perdido e desabo. Enfim. Espero que aí, do futuro, tudo esteja um pouco mais suportável.

